Funcionária municipal é investigada por comercialização e aplicação irregular de tirzepatida dentro de unidade de saúde
Uma funcionária pública municipal foi presa em flagrante nesta sexta-feira (27), em Santo Antônio do Jardim (SP), suspeita de vender e aplicar medicamento semelhante ao Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, dentro de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.
A investigação teve início após levantamento de informações realizado pela Delegacia de Polícia de Espírito Santo do Pinhal, que apontou indícios de que a servidora estaria comercializando e aplicando o medicamento nas dependências da unidade pública de saúde. Segundo apurado, as aplicações ocorreriam sem prescrição médica, avaliação clínica ou qualquer critério técnico-sanitário, o que representa risco à saúde pública.
De acordo com as autoridades, a suspeita também utilizava seringas e agulhas destinadas a pacientes diabéticos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento, conhecido por seu uso no tratamento de diabetes tipo 2 e também amplamente divulgado para controle de peso e emagrecimento, possui alto valor comercial no mercado farmacêutico, o que pode ter motivado a prática irregular.
Sob o comando dos delegados Dr. Guilherme Risso Teodoro e Dr. Luciano Pires Galetti, a Polícia Civil de Espírito Santo do Pinhal atuou em conjunto com a Delegacia de Santo Antônio do Jardim e obteve na Justiça mandado de busca e apreensão para o posto de saúde e para a residência da investigada.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais localizaram, em uma geladeira da unidade, ampolas de tirzepatida — duas intactas e uma parcialmente utilizada. Também foram encontrados 24 frascos vazios do mesmo medicamento, de diferentes concentrações, além de materiais perfurocortantes descartados.



A quantidade de frascos vazios indica que dezenas de doses podem ter sido fracionadas e aplicadas no local, reforçando a suspeita de comércio irregular dentro da estrutura pública de saúde. O caso acende alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos de alto custo e a necessidade de rigor no controle sanitário em unidades públicas.
A funcionária foi autuada em flagrante e encaminhada à Cadeia Pública de São João da Boa Vista, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação para apurar a possível prática de crime contra a saúde pública, além de eventual responsabilidade administrativa.
Fotos: Divulgação Polícia Civil




