Profissional foi detida após denúncias e confessou comercializar produtos irregulares, incluindo itens retirados de unidade de saúde.
Uma agente de saúde foi presa na manhã desta quinta-feira (23), durante uma operação conjunta das Delegacias de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) e de Investigações Gerais (DIG), em São João da Boa Vista. A ação ocorreu por volta das 6h50, no bairro Jardim do Trevo, após o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias anônimas apontarem que a profissional estaria envolvida na venda irregular de medicamentos e insumos médicos, além de utilizar a estrutura da unidade de saúde onde trabalhava para facilitar a prática ilegal.
Durante as buscas na residência da investigada, os policiais localizaram diversos materiais, como aplicadores ginecológicos, seringas com dispositivo de segurança e caixas do medicamento Pondera. Também foram apreendidos medicamentos de origem estrangeira sem autorização da Anvisa, incluindo um produto similar ao Mounjaro, vindo do Paraguai, além de outros insumos médicos e uma máquina de cartão.
No quintal do imóvel, os agentes encontraram prontuários, receituários e documentos médicos, o que levantou suspeitas sobre o manuseio e descarte irregular de informações sensíveis. O aparelho celular da investigada também foi apreendido e, com autorização judicial, teve seu conteúdo analisado, revelando mensagens relacionadas à comercialização ilegal de medicamentos.
Na sequência da operação, as equipes se dirigiram até a unidade de saúde onde a agente atuava. Segundo o enfermeiro responsável, parte dos itens apreendidos pertence ao estoque da unidade, incluindo medicamentos de amostra grátis e materiais armazenados em áreas restritas.
Em depoimento, a mulher confessou a venda de medicamentos irregulares e admitiu que parte dos produtos havia sido retirada da unidade de saúde. Ela também declarou que mantinha documentos médicos em casa para descarte, alegando orientação superior, porém sem apresentar comprovação.
Diante dos fatos, a investigada foi encaminhada ao Pronto-Socorro para exame cautelar e, posteriormente, levada à sede da DISE, onde permaneceu presa. Ela foi indiciada por crimes como falsificação e adulteração de produtos medicinais, peculato e supressão de documento, permanecendo à disposição da Justiça e aguardando audiência de custódia.
A operação reforça o trabalho das forças de segurança no combate a crimes envolvendo saúde pública, comércio ilegal de medicamentos e uso indevido de recursos públicos.




