Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026

Região de São João registra saldo positivo de 1.223 empregos em 2025, mas resultado é o menor dos últimos cinco anos

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
Rafael é o fundador e responsável pelo Jornal Fala São João, presente desde sua criação em 2012. Com uma atuação destacada no jornalismo, Rafael já publicou mais de 6.000 artigos, cobrindo uma ampla gama de assuntos, como notícias de última hora, ocorrências policiais e análises políticas, sempre comprometido em informar e conectar a comunidade de São João da Boa Vista e região.

Apesar da geração de vagas formais, ritmo de crescimento desacelerou na comparação com anos anteriores

A região de São João da Boa Vista encerrou 2025 com saldo positivo de 1.223 empregos formais, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa a diferença entre 63.033 admissões e 61.810 desligamentos registrados ao longo do ano nas sete cidades que compõem o levantamento regional.

Embora o resultado indique geração de vagas e manutenção da atividade econômica, o desempenho foi o mais baixo desde 2020. O cenário acompanha a tendência nacional de desaceleração da economia, marcada por juros elevados, crédito mais restrito e redução no ritmo de investimentos.

O levantamento considera os municípios de Aguaí, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo e Vargem Grande do Sul. O Novo Caged consolida informações do eSocial, Caged e Empregador Web para apuração do emprego formal em todo o país.

Nos anos anteriores, a região vinha apresentando números mais expressivos. Em 2020, o saldo foi de 2.288 empregos; em 2021, 3.682; em 2022, 2.912; em 2023, 1.976; e em 2024, 2.114. Já em 2025, o total caiu para 1.223 postos de trabalho.

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 1.057 vagas abertas ao longo do ano. A indústria apareceu em seguida, com saldo positivo de 532 postos. O comércio registrou resultado discreto, com 14 novas vagas. Por outro lado, o agronegócio e a construção civil fecharam o ano com saldo negativo, demitindo mais do que contrataram.

Para o vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, Adriano Alvarez, o resultado demonstra resiliência regional diante de um cenário econômico desafiador. Segundo ele, o ritmo mais moderado reflete o impacto dos juros altos e do crédito caro, que afetaram principalmente a indústria, setor estratégico para a economia local, especialmente nos segmentos metal-mecânico, autopeças, plásticos e agroindústria.

Ainda de acordo com Alvarez, além do custo do crédito, a demanda interna mais fraca e o aumento dos custos operacionais reduziram investimentos e contratações. O agronegócio apresentou meses pontuais de bom desempenho, mas não foi suficiente para sustentar um crescimento mais robusto ao longo do ano.

Para 2026, a expectativa é de melhora gradual. A projeção de queda da taxa básica de juros, aliada ao reajuste do salário mínimo, possível ampliação do consumo e ciclo eleitoral com aumento de obras públicas, pode estimular novos investimentos e favorecer setores como comércio, serviços e construção civil.

Desempenho por cidade

Espírito Santo do Pinhal liderou o ranking regional em 2025, com saldo de 736 empregos. O município registrou 16.959 admissões e 16.223 desligamentos, superando com folga o resultado de 2024.

Mococa ocupou a segunda posição, com 452 novos postos de trabalho, resultado de 9.658 admissões e 9.206 demissões.

Em Aguaí, o saldo foi de 210 empregos, a partir de 5.216 admissões e 5.006 desligamentos, mantendo geração positiva, embora abaixo do desempenho do ano anterior.

Casa Branca encerrou 2025 com saldo de 160 vagas formais, após registrar 4.081 admissões e 3.921 demissões.

São José do Rio Pardo contabilizou saldo de 90 empregos, com 10.078 admissões e 9.988 desligamentos. Apesar de manter resultado positivo, o ritmo foi inferior ao observado em 2024, quando liderou o ranking regional.

Já São João da Boa Vista fechou o ano com saldo negativo de 194 empregos, resultado de 11.432 admissões e 11.626 desligamentos. A indústria foi o setor que mais demitiu, encerrando 413 postos de trabalho, enquanto o comércio abriu 49 vagas.

Em Vargem Grande do Sul, o saldo também foi negativo, com 189 postos de trabalho a menos no acumulado do ano, após 5.661 admissões e 5.850 demissões.

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