Quarta-feira, Abril 22, 2026

Enfermeira é presa por canetas emagrecedoras ilegais e levada à cadeia de São João da Boa Vista; médico é investigado

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
Rafael é o fundador e responsável pelo Jornal Fala São João, presente desde sua criação em 2012. Com uma atuação destacada no jornalismo, Rafael já publicou mais de 6.000 artigos, cobrindo uma ampla gama de assuntos, como notícias de última hora, ocorrências policiais e análises políticas, sempre comprometido em informar e conectar a comunidade de São João da Boa Vista e região.

Polícia Civil apreende tirzepatida, celulares e registros de vendas em Casa Branca; esquema envolvia aplicação e comercialização irregular dos produtos.


Uma enfermeira de 47 anos foi presa em flagrante nesta quarta-feira (8), em Casa Branca (SP), durante uma operação da Polícia Civil que investiga a venda e aplicação de canetas emagrecedoras sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca, quando foram encontradas amostras irregulares de tirzepatida — substância utilizada em medicamentos voltados ao controle de peso e diabetes. A profissional foi indiciada por comercialização de produto medicinal sem registro ou de procedência desconhecida e encaminhada à cadeia de São João da Boa Vista (SP), onde aguarda audiência de custódia.

De acordo com o delegado Wanderley Fernandes Martins Jr., responsável pela investigação, um médico e um agente da Fundação Casa também foram identificados como envolvidos no esquema, mas não foram localizados durante a operação. Eles deverão ser intimados para prestar depoimento.

As investigações apontam que a enfermeira e o médico realizavam a aplicação das substâncias, enquanto o agente público atuava na divulgação e venda dos produtos por meio da internet. A apuração teve início após a identificação de ofertas suspeitas em redes sociais.

Durante a ação, realizada no âmbito da “Operação Fórmula Mágica”, equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) e da Delegacia Seccional cumpriram mandados em três endereços da cidade.

Nos locais, foram apreendidos frascos de tirzepatida — um deles lacrado e outro parcialmente utilizado —, seringas, aparelhos celulares e anotações relacionadas à contabilidade das vendas e aplicações. Em outro endereço, vinculado a um dos investigados, também foram encontrados esteroides anabolizantes de origem estrangeira, sem autorização legal.

A Vigilância Sanitária do município acompanhou a operação e confirmou a irregularidade dos produtos. Segundo a polícia, os envolvidos poderão responder por crime de comercialização de medicamentos irregulares, cuja pena pode variar de 10 a 15 anos de prisão.

A tirzepatida, princípio ativo presente em medicamentos como o Mounjaro, exige autorização específica para importação e uso no Brasil. O aumento da procura por esse tipo de tratamento tem acendido alertas das autoridades de saúde sobre os riscos da utilização sem prescrição médica e sem controle regulatório.

Dados recentes da Anvisa indicam que o país importou mais de 130 quilos de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) nos últimos seis meses, volume suficiente para a produção de milhões de doses manipuladas. Diante desse cenário, o órgão estuda endurecer as regras para a fabricação e comercialização desses medicamentos.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e possíveis fornecedores do esquema.

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