Quinta-feira, Agosto 11, 2022

A valorização necessária para quem cuida da saúde dos brasileiros

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Sofia Rodrigues do Nascimento
Sofia Rodrigues do Nascimento é presidente do Sinsaúde, Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde que abrange 172 municípios do interior paulista e um universo de 80 mil trabalhadores.

O mês de maio é de grande importância para o trabalhador da saúde. O dia 12 é dedicado a essencialidade desses profissionais nos cuidados da população brasileira. São eles que trabalham sob extrema pressão, de riscos biológicos e de baixa valorização salarial.

Nos últimos dois anos eles foram exigidos além dos seus limites físicos e emocionais na luta incessante para salvar vidas durante a pandemia, e tiveram seu trabalho aplaudido pelos brasileiros. Mas, com a diminuição do número de casos da Covid-19 percebe-se que esta valorização, tão exaltada no momento de desespero, está se esvaindo. A classe patronal aproveita a ocasião para tentar tirar os benefícios e direitos conquistados.

Um exemplo triste dessa situação ocorreu recentemente em dois hospitais de Campinas, que forneceram cestas básicas com alimentos de baixa qualidade, muitos já estragados. É um descaso muito grande com os trabalhadores, pois se está negando um bem básico, que é o alimento para toda uma família.

Além disso, os trabalhadores da saúde vivem uma situação trabalhista caótica, com pouca valorização salarial, excesso de trabalho e forte assédio moral, que tem levado muitos profissionais a pedirem demissão.

E isso não pode acontecer. O Sindicato dos profissionais que trabalham em estabelecimentos de saúde de Campinas e Região (Sinsaúde) tem atuado fortemente para que o grau de reconhecimento, emanado pelo cidadão que sabe da importância do trabalho de um profissional de saúde, seja reconhecido pelos administradores de unidades de saúde e autoridades representativas nas esferas municipal, estadual e federal.

Não se busca apenas um salário digno, que é sem dúvida de suma importância para o trabalhador, mas também de suporte, de equipamentos e insumos, de condições adequadas de trabalho e atenção para que esses profissionais se sintam valorizados, protegidos e continuem seu trabalho de cuidar e salvar vidas. É fundamental que a valorização gerada no momento de desespero da pandemia capitalize em favor desses trabalhadores.

Por isso, a importância de destacar o dia 12 de maio como o Dia do Trabalhador da Saúde. A homenagem é muito mais que uma celebração da classe. É o reconhecimento da luta e dedicação dos trabalhadores da saúde, e reforça a importância do papel destes profissionais para a sociedade. Ao mesmo tempo, serve para valorizar a categoria e exigir melhores condições de trabalho e melhores salários.

É importante ressaltar que foi o Sinsaúde que iniciou o movimento para criar este dia, em 1990. Em 2002, mais de uma década depois, as Câmaras Municipais de Campinas e Marília reconheceram a importância da data e aprovaram o 12 de maio como Dia do Trabalhador da Saúde.

O movimento cresceu, mais municípios aderiram e em 13 de janeiro de 2004 foi oficializado o Dia Estadual do Trabalhador da Saúde pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A data passou a ser considerada feriado para a categoria e garante a quem trabalha neste dia o direito a uma folga, ou receber o dia trabalhado com pagamento em dobro. A reivindicação passou a vigorar em Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho.

A intenção de tornar o dia feriado é valorizar o trabalhador e reconhecer o papel importante que ele exerce na sociedade. Desde então, a Assembleia Legislativa de São Paulo reservou um dia em sua agenda no mês de maio para referenciar aqueles que se dedicam a prevenir e cuidar da saúde da população. É quando centenas de trabalhadores de todo o Estado lotam o plenário da Alesp para prestigiar este dia tão importante para a categoria, e, reivindicar mais atenção, afinal, o trabalhador da saúde tem raça e dedicação, mas o que falta mesmo, é valorização.

*Sofia Rodrigues do Nascimento é presidente do Sinsaúde, Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde que abrange 172 municípios do interior paulista e um universo de 80 mil trabalhadores

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