Resultado positivo é impulsionado pelo agronegócio e pela indústria, com reflexos diretos na economia e no mercado de trabalho.
A região de São João da Boa Vista encerrou o primeiro trimestre do ano com um expressivo superávit comercial de US$ 155,1 milhões. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 214,5 milhões, frente a importações de US$ 59,4 milhões, consolidando um crescimento de 15% nas vendas externas em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O desempenho reforça a força econômica regional, especialmente nos setores do agronegócio e da indústria, que continuam sendo pilares da geração de emprego, renda e desenvolvimento local. O saldo positivo indica que a região exporta significativamente mais do que importa, o que contribui para a entrada de recursos e o fortalecimento das cadeias produtivas.
Entre os principais produtos exportados estão café, chá, mate e especiarias, responsáveis por 61,1% do total comercializado. Na sequência aparecem as preparações alimentícias (18,4%) e os animais vivos (4,2%). Já no campo das importações, predominam máquinas e equipamentos mecânicos (43,7%), além de leite e derivados (14,1%) e materiais elétricos (7,7%).
No cenário internacional, os principais destinos das exportações foram Alemanha, Itália e Rússia. Em contrapartida, as importações tiveram origem principalmente na Suíça, China e Estados Unidos, evidenciando a forte integração da economia regional com o mercado global.
De acordo com Adriano Alvarez, vice-diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o resultado demonstra a competitividade da região. “Quando exportamos mais do que importamos, estamos trazendo recursos para dentro da economia local, o que se reflete em mais empregos, renda e dinamismo para os municípios”, destacou.
Destaques por município
Os municípios da região apresentaram desempenhos variados, com destaque para aqueles ligados à produção cafeeira.
Espírito Santo do Pinhal liderou as exportações, com US$ 97,5 milhões no trimestre e superávit de US$ 91,4 milhões. O café segue como principal produto, com forte presença em mercados como México, Nova Zelândia e Finlândia.
São José do Rio Pardo também registrou resultado expressivo, com US$ 71,3 milhões em exportações e saldo positivo de US$ 65,6 milhões, impulsionado majoritariamente pelo café, responsável por 96% das vendas externas.
Já São João da Boa Vista exportou US$ 13,8 milhões e importou US$ 3,6 milhões, alcançando um superávit de US$ 10,2 milhões. O destaque ficou para os produtos químicos inorgânicos (52,9%), além do café (26,8%). Alemanha, Reino Unido e Bélgica estão entre os principais destinos.
Santa Cruz das Palmeiras registrou exportações de cerca de US$ 11,1 milhões e saldo positivo de US$ 4,5 milhões, com predominância de animais vivos e produtos lácteos.
Mococa teve exportações de US$ 4,3 milhões e um superávit mais modesto, de aproximadamente US$ 300 mil, com destaque para café e produtos siderúrgicos.
Por outro lado, alguns municípios apresentaram déficit na balança comercial. Casa Branca registrou saldo negativo de US$ 2,3 milhões, enquanto Aguaí teve déficit mais elevado, de US$ 18,5 milhões, influenciado principalmente pela importação de máquinas, equipamentos industriais e insumos.
Apesar das diferenças entre os municípios, o cenário geral é positivo e demonstra a capacidade da região em se manter competitiva no comércio exterior, com impacto direto na economia, no setor produtivo e na geração de oportunidades.




