Medida busca ampliar a segurança de moradores em áreas afetadas por enchentes e integra conjunto de obras de infraestrutura contra inundações em São João da Boa Vista
PREFEITURA INICIA PROCESSO DE DESAPROPRIAÇÃO DE IMÓVEIS ÀS MARGENS DO CÓRREGO SÃO JOÃO
A Prefeitura de São João da Boa Vista iniciou o processo de desapropriação de imóveis localizados às margens do Córrego São João. A medida foi anunciada pelo prefeito Vanderlei Borges de Carvalho durante reunião com vereadores realizada no dia 23 de fevereiro e tem como objetivo aumentar a segurança de moradores que vivem em regiões historicamente afetadas por enchentes.
Nesta fase inicial, o município utilizará recursos do Fundo Municipal de Saneamento para dar início às ações. O processo prevê a realização de levantamentos técnicos e avaliações estruturais para identificar os imóveis considerados prioritários dentro do plano de intervenção.
A Defesa Civil municipal foi designada para realizar o mapeamento das áreas e elaborar o levantamento técnico necessário. Já os engenheiros do Departamento de Gestão e Planejamento Urbano serão responsáveis pelas avaliações dos imóveis e pela análise das condições estruturais das edificações localizadas na região.
De acordo com a administração municipal, a desapropriação ocorrerá de forma gradual. Como se trata de um projeto que exige investimentos elevados em obras públicas e infraestrutura urbana, a continuidade das etapas dependerá da disponibilidade financeira do município.
Para ampliar o alcance do programa, a Prefeitura também pretende buscar novas fontes de financiamento. Entre as alternativas estão emendas parlamentares e recursos provenientes dos governos estadual e federal, com o objetivo de viabilizar novas desapropriações e ampliar as ações de prevenção a enchentes no município.
Outras ações de infraestrutura para combate às enchentes
Além do processo de desapropriação, a Prefeitura informou que outras iniciativas estão em andamento para reduzir os impactos de alagamentos em São João da Boa Vista.
Uma das medidas envolve a solicitação feita à Sabesp para a retirada de um emissário de esgoto localizado sob a ponte da Rua Campos Salles. Segundo a administração municipal, a estrutura dificulta o fluxo da água durante períodos de chuva intensa e contribui para alagamentos na Rua Rangel Pestana.
Outro projeto importante é a reconstrução da ponte da Avenida João Goulart, conhecida como Ponte do Half. A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil confirmou a destinação de recursos para a obra, enquanto a Prefeitura trabalha na elaboração do orçamento necessário para execução do projeto.
Também está em discussão o avanço do plano de macrodrenagem municipal. Em reunião com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, foi debatida a licitação de um terceiro reservatório de contenção de águas pluviais, conhecido como piscinão. Além disso, técnicos apontaram a necessidade da construção de um quarto reservatório, com custo estimado em cerca de R$ 45 milhões.
Outra iniciativa anunciada pela administração municipal é a abertura de licitação para a construção de uma represa no Rio Jaguari Mirim. O processo ocorrerá na modalidade de Concorrência Eletrônica, conforme o Edital nº 002/2026, e prevê a contratação de empresa especializada para execução da obra.
O projeto integra o Plano de Macrodrenagem do município e tem como objetivo ampliar a capacidade de contenção de cheias, contribuindo para reduzir os impactos das chuvas intensas e melhorar a segurança da população em áreas vulneráveis a inundações.




