Terça-feira, Janeiro 13, 2026

Operação mira grupo que movimentou R$ 97 mi com jogos de azar e apreende veículos de luxo em São João

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
Rafael é o fundador e responsável pelo Jornal Fala São João, presente desde sua criação em 2012. Com uma atuação destacada no jornalismo, Rafael já publicou mais de 6.000 artigos, cobrindo uma ampla gama de assuntos, como notícias de última hora, ocorrências policiais e análises políticas, sempre comprometido em informar e conectar a comunidade de São João da Boa Vista e região.

Uma grande operação da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta terça-feira (13) contra um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 97 milhões com a exploração de jogos de azar no interior de São Paulo. A ação, batizada de “Quebrando a Banca”, teve como foco o combate à lavagem de dinheiro e ao enriquecimento ilícito obtido ao longo de décadas de atividade criminosa.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente em Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista e na capital paulista. Até a última atualização, não havia confirmação de prisões, mas diversos materiais considerados relevantes para a investigação foram recolhidos.

Entre os itens apreendidos estão veículos de luxo, dinheiro em espécie, dispositivos eletrônicos, documentos e instrumentos ligados a apostas ilegais. Segundo a Polícia Civil, os bens evidenciam um alto padrão de vida incompatível com a renda oficialmente declarada pelos investigados.

A investigação é conduzida pela Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba e aponta a existência de uma complexa rede de lavagem de capitais, com ramificações em cidades paulistas e mineiras. O esquema envolvia gerentes e operadores financeiros responsáveis por pulverizar grandes quantias de dinheiro por meio de depósitos e transferências fracionadas, estratégia usada para dificultar o rastreamento dos valores.

De acordo com os relatórios de inteligência, o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas para ocultar a origem dos recursos. Em apenas um semestre de 2024, o suposto líder da organização teria movimentado mais de R$ 25 milhões, valor considerado totalmente incompatível com sua capacidade econômica declarada.

A apuração também identificou o uso de transações imobiliárias realizadas em dinheiro vivo, além da compra de veículos e outros ativos em nome de terceiros, prática comum em esquemas de ocultação patrimonial. O chamado “braço empresarial” do grupo funcionava como destino final das transferências bancárias, dando aparência de legalidade aos recursos.

Ao todo, a operação mirou o líder da organização criminosa e ao menos outros sete integrantes, que devem responder por lavagem ou ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia.

As investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas, podendo resultar em bloqueio de bens, sequestro de valores e futuras prisões.

Com informações do G1 (O portal de Notícias da Globo).

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