Quinta-feira, Julho 18, 2024

Espetáculo Gratuito “Mirar: Quando os Olhos se Levantam” Acontece no Dia 01/06 às 20h no Theatro Avenida em Espírito Santo do Pinhal

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
Rafael trabalha na redação do Fala São João desde sua fundação em 2012. Nos anos seguintes, ele liderou o setor de marketing da empresa e publicou mais de 4.000 artigos — um mix de notícias de última hora, notícias policiais, notícias políticas e muito mais.

O que pulsa a América Latina? É sobre esta pergunta que o Coletivo Labirinto se debruçou durante o processo de criação do seu mais recente espetáculo, buscando rotas cênicas para discussão, reelaboração, luta e presença em nosso continente. Após uma série de trabalhos teatrais com textos elaborados além das fronteiras brasileiras – como dramaturgias da Argentina, Uruguai e Chile – o Labirinto aborda em “MIRAR…” tentativas de se (auto)reconhecer nas palavras, limites, histórias, dores, cores e sabores deste corpo e chão comuns que são nosso continente.

Durante o primeiro semestre de 2024, a peça circula por cidades do interior de São Paulo, graças ao projeto aprovado no Edital PROAC 02/2023. Também faz parte do projeto a oficina intitulada “Mirando um teatro político: a América Latina como caminho”, oferecida nas cidades de São José do Rio Preto, Tatuí e São Paulo, ministrada pelos integrantes do Coletivo Labirinto, de forma presencial, sobre os procedimentos criativos e a pesquisa do grupo acerca da dramaturgia latino-americana contemporânea. A participação no workshop é gratuita, aberta ao público interessado, e as informações de inscrição podem ser obtidas no perfil do Coletivo Labirinto no Instagram (@coletivo.labirinto) ou no local onde a peça será apresentada.

O espetáculo MIRAR: QUANDO OS OLHOS SE LEVANTAM tem texto e direção de Jé Oliveira, com elenco formado pelos artistas-criadores Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista).

Sinopse
Quatro caminhantes percorrem lugares e histórias da América Latina em uma busca por pertencimento. O espetáculo utiliza expedientes contemporâneos para revelar o lastro da colonização, celebrar a potência da diversidade dos povos e refletir sobre aspectos contraditórios do nosso continente, mirando além das fronteiras.

O objeto disparador do processo criativo do espetáculo foi o livro “Crônicas de Nuestra América”, escrito por Augusto Boal e publicado em 1977. A obra reúne dez crônicas que versam sobre situações, ambiências e personagens tipicamente latino-americanas, observadas e colhidas pelo diretor e dramaturgo desde sua saída do Brasil em 1971, reflexo do endurecimento da ditadura militar em nosso país. Em diálogo com o contexto e conteúdo da obra de Boal, o Coletivo Labirinto propôs, durante o processo de criação deste espetáculo, um passeio pelas atuais crônicas deste continente tão cheio de saques históricos, personalidade e contradições. A América Latina da década de 1970 em contato com os tempos atuais.

Para esta jornada, o Coletivo encontrou na parceria com o diretor e dramaturgo Jé Oliveira uma potente interlocução acerca de debates e necessidades estéticas e sociais, desenvolvendo conjuntamente um esquema de trabalho fortemente colaborativo e politicamente sensível.

Em sala de ensaio, toda a equipe artística desenvolveu uma série de procedimentos improvisacionais e de composição cênica que levantaram temáticas, caminhos dramatúrgicos e de encenação. O resultado é um espetáculo que mistura códigos expressivos baseados na relação com o espaço poético, musicalidade e símbolos visuais latinos, e com a palavra na fronteira entre a postura épica e a vocação lírica. Tudo isso com vistas ao encontro de uma América Latina viva, diversa, corajosa e, espera-se, um pouco mais consciente. Quatro artistas em cena, outros tantos no processo criativo, e um desejo de lançar olhares mais adiante, mesmo que para dentro.

Desde sua fundação em 2013, o Coletivo Labirinto pesquisa as relações das pessoas com seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea. Neste trabalho, a noção de sujeito e dramaturgia se volta para nós mesmos, brasileiras e brasileiros, ensaiando uma viagem e uma investigação sobre o que é ser latino-americano. Apostando no tenso limiar entre a necessidade da denúncia e a carência do anúncio, o teatro é, mais do que nunca, um lugar de onde se mira.

Palavras do diretor e dramaturgo
“Partindo de provocações cênicas com base, num primeiro momento, no livro “Crônicas de Nuestra América”, escrito por Augusto Boal no exílio em 1971, o processo criativo levantou cenas que buscassem um mapeamento de acontecimentos sínteses de uma relação verificável e sintomática do nosso modo de se portar no continente latino-americano. Alguns lugares da América do Sul nos conduzem geograficamente por encontros com pessoas reais e ficcionalizadas, na intenção de refletirmos sobre a nossa contraditória condição de potencialidades humanas e saques históricos, fruto da colonização e genocídio dos povos originários presentes em nosso continente. Em diálogo e como complemento destes primeiros expedientes, foram investigados também dispositivos contemporâneos que contivessem um poder de síntese capaz de auxiliar na explicitação dos nossos posicionamentos críticos perante os entendimentos e impasses da nossa atual situação artística, social e política. “MIRAR: QUANDO OS OLHOS SE LEVANTAM” busca, desta forma, reconhecer, integrar e efetivar, seja no campo do simbólico ou no campo concreto das possibilidades, um movimento de “tirar os olhos do Atlântico”, assim como quem busca contato, erguendo as vistas, mirando e elaborando um gesto cênico de ação para a construção de um pertencimento mais efetivo. Vislumbramos e buscamos, com base nas proposições cênicas deste trabalho, uma possibilidade de futuro menos móvel e mais integrado com a potência dos povos que integram a nossa América Latina.” – Jé Oliveira.

O Coletivo Labirinto (Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota), que em 2023 comemorou 10 anos de existência, dedica-se à pesquisa e criação cênica. Surgido no ano das emblemáticas manifestações políticas pelo preço do transporte público (que logo em seguida se pasteurizaram em reivindicações genéricas e pouco objetivas), acompanhou a transformação dos processos sociais no Brasil e testemunhou o avanço das pautas neoliberais e a discussão um tanto incerta sobre os rumos políticos do país.

O grupo pôde, com isso, perceber semelhanças entre essa trajetória e a de seus países vizinhos – com disputas políticas igualmente polarizadas, avanço de medidas econômicas similares e o crescimento de um pensamento conservador também assentado na moral. Dessas observações e vivências – no cotidiano e nas suas ações criativas -, conseguiu amadurecer a necessidade de entender-se como brasileiro e latino-americano, não uma coisa pela outra.

Duração
75 min

Classificação
14 anos

Ficha Técnica

  • IDEALIZAÇÃO E REALIZAÇÃO: Coletivo Labirinto
  • DIREÇÃO, DRAMATURGIA E TEXTOS: Jé Oliveira
  • ARTISTAS CRIADORES: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista)
  • ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Éder Lopes
  • INTERLOCUÇÃO ARTÍSTICA: Georgette Fadel e Wallyson Mota
  • DIREÇÃO MUSICAL: Maria Beraldo
  • VÍDEOS E PROJEÇÕES: Laíza Dantas
  • ILUMINAÇÃO: Wagner Antônio
  • FIGURINO: Éder Lopes
  • TEXTO ÁUDIO: Abel Xavier e Jé Oliveira
  • OPERADORA DE LUZ: Aline Sayuri
  • OPERADOR DE SOM E PROJEÇÃO: Tomé de Sousa
  • INTÉRPRETE DE LIBRAS: Jéssica Pereira
  • DESIGNER GRÁFICO: Emilene Gutierrez
  • WORKSHOP: Coletivo Labirinto
  • FOTOS: Mayra Azzi
  • ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO: Éder Lopes
  • PRODUÇÃO EXECUTIVA: Coletivo Labirinto
  • DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Carol Vidotti

Serviço

  • APRESENTAÇÃO “MIRAR: QUANDO OS OLHOS SE LEVANTAM”
  • Dia 01/06 (sábado) às 20h
  • Theatro Avenida
  • Endereço: Avenida Oliveira Motta, 50, Esp. Santo do Pinhal/SP
  • Gratuito

Mais informações em: www.coletivolabirinto.com.br
Instagram: @coletivo.labirinto

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