Sexta-feira, Março 6, 2026

Turnover pode gerar prejuízo de até R$ 20 mil por contratação, alerta especialista em gestão de pessoas

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
Rafael é o fundador e responsável pelo Jornal Fala São João, presente desde sua criação em 2012. Com uma atuação destacada no jornalismo, Rafael já publicou mais de 6.000 artigos, cobrindo uma ampla gama de assuntos, como notícias de última hora, ocorrências policiais e análises políticas, sempre comprometido em informar e conectar a comunidade de São João da Boa Vista e região.

Evento do Ciesp em São João da Boa Vista discute estratégias para reduzir a alta rotatividade de funcionários nas empresas


A alta rotatividade de funcionários, conhecida no mercado de trabalho como turnover, tem gerado impactos financeiros significativos para empresas de diferentes setores. Estudos de gestão de pessoas indicam que substituir um colaborador pode consumir até um terço do salário anual do profissional, considerando despesas com recrutamento, integração, treinamento e período de adaptação.

Na prática, dependendo da função e dos benefícios envolvidos na contratação, o prejuízo pode chegar a cerca de R$ 20 mil por funcionário.

O tema será discutido durante o 30º Encontro de RH, promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em São João da Boa Vista. O evento acontece na próxima quarta-feira (11), às 8h30, no auditório da entidade, com participação aberta ao público.

A palestra será conduzida pela especialista em gestão de pessoas Gabi Lourenço, que destaca que muitas empresas ainda subestimam o impacto financeiro causado pela rotatividade de profissionais.

Segundo ela, o processo de contratação envolve diversas etapas e investimentos que vão além da seleção do candidato.

“Esse é um custo que muitas empresas não percebem. A contratação envolve processo seletivo, uniformes, benefícios, treinamentos e o próprio período de adaptação do colaborador. Quando ele sai antes de se consolidar na função, todo esse investimento acaba se transformando em prejuízo”, explica.

Outro ponto relevante é o tempo necessário para que o novo profissional alcance o nível esperado de produtividade. De acordo com especialistas em recursos humanos, esse período pode variar de três a cinco meses, dependendo da função e da complexidade das atividades.

Durante esse intervalo, a empresa já arca com salários, encargos trabalhistas e benefícios, mesmo sem ter o retorno integral do desempenho do funcionário.

Levantamento da consultoria de recursos humanos Robert Half indica que uma contratação equivocada pode representar entre 15% e 21% do salário anual do profissional, dependendo do nível do cargo. Já estudos da consultoria internacional Gallup apontam que o custo total da substituição pode chegar a duas vezes o salário anual, quando se consideram perdas de produtividade e o tempo necessário para formar um novo colaborador.

Apesar de muitas organizações associarem o problema exclusivamente ao setor de recursos humanos, especialistas afirmam que as causas do turnover costumam estar ligadas a fatores mais amplos dentro das empresas.

Entre eles estão modelo de liderança, ambiente organizacional, cultura corporativa e oportunidades de crescimento profissional.

“Muitas vezes o problema não está no processo seletivo, mas na liderança. É comum que um bom profissional deixe a empresa por causa de um líder que não consegue conduzir a equipe ou não cria um ambiente saudável de trabalho”, ressalta a especialista.

Outro fator apontado é a mudança no comportamento das novas gerações no mercado de trabalho. Profissionais mais jovens tendem a priorizar qualidade de vida, propósito profissional e ambiente organizacional positivo, o que pode aumentar a mobilidade entre empregos.

“Hoje os profissionais não têm mais a mesma lógica de carreira de décadas atrás. Para muitos jovens, permanecer pouco tempo em uma empresa não representa um problema. Se não houver perspectivas ou um ambiente favorável, a tendência é buscar novas oportunidades”, afirma.

O encontro promovido pelo Ciesp pretende justamente ampliar esse debate, trazendo estratégias práticas para reduzir a rotatividade e fortalecer a gestão de equipes dentro das organizações.

Durante a palestra, serão abordadas ações voltadas à integração entre recrutamento, cultura organizacional e planejamento estratégico das empresas, além de medidas para melhorar o clima interno e aumentar a retenção de talentos.

O evento é voltado a profissionais de recursos humanos, administradores, psicólogos organizacionais, empresários e gestores interessados em aprimorar a gestão de pessoas e reduzir custos operacionais relacionados à rotatividade de colaboradores.

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