Um homem de 38 anos procurado pela Justiça foi preso pelo 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), na tarde de quinta-feira (17), em São João da Boa Vista. Segundo a Polícia Militar, ele é investigado por possível envolvimento com uma fábrica clandestina de fuzis descoberta em Santa Bárbara d’Oeste.
A estrutura seria utilizada para produzir armas destinadas a grupos criminosos do Rio de Janeiro, entre eles integrantes do Comando Vermelho. O caso está sob investigação das autoridades federais.
De acordo com as informações divulgadas pelo BAEP, a equipe realizava patrulhamento com cães quando recebeu dados da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Campinas sobre a localização do procurado.
Contra ele havia um mandado de prisão relacionado à investigação do crime de organização criminosa com emprego de arma de fogo.
Suspeito foi localizado no Centro
As informações de inteligência indicavam que o homem estaria na Rua Coronel Ernesto de Oliveira, na região central de São João da Boa Vista. Os policiais seguiram até o endereço por volta das 15h45.
O procurado foi localizado dentro de um escritório de advocacia, descrito no registro policial como um estabelecimento de acesso comum ao público. Após a identificação e a confirmação do mandado judicial, ele recebeu voz de prisão.
Até o momento, não foram divulgadas informações que relacionem o escritório ou os profissionais que trabalham no local aos fatos investigados. A presença do homem no estabelecimento, isoladamente, não indica participação de terceiros no suposto esquema.
Depois da captura, o suspeito foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Campinas, onde foram adotadas as medidas de polícia judiciária. A identidade dele não foi oficialmente divulgada.
Investigação apura fabricação clandestina de fuzis
A prisão estaria relacionada à investigação sobre uma estrutura clandestina de fabricação de armas pesadas em Santa Bárbara d’Oeste.
Segundo informações atribuídas às forças de segurança, o local contava com equipamentos de usinagem e componentes destinados à montagem de fuzis. As investigações também procuram esclarecer o destino das armas e a participação individual de cada suspeito.
Parte do armamento produzido pelo grupo teria sido destinada a criminosos do Rio de Janeiro, inclusive integrantes do Comando Vermelho. A ligação, contudo, permanece no campo da investigação e deverá ser esclarecida no decorrer do processo.
As autoridades ainda não informaram qual teria sido a função específica do homem preso dentro da suposta organização.
O caso continua sob responsabilidade da Polícia Federal. O investigado terá direito à defesa, e eventuais responsabilidades somente poderão ser estabelecidas ao final do processo judicial.
Fonte: Polícia Militar/10º BAEP, com informações complementares da imprensa regional.

