Andradas também propõe reconhecer voo livre como patrimônio; Pico do Gavião ganha destaque

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
Rafael é o fundador e responsável pelo Jornal Fala São João, presente desde sua criação em 2012. Com uma atuação destacada no jornalismo, Rafael já publicou mais de 6.000 artigos, cobrindo uma ampla gama de assuntos, como notícias de última hora, ocorrências policiais e análises políticas, sempre comprometido em informar e conectar a comunidade de São João da Boa Vista e região.

Projeto apresentado na Câmara Municipal inclui dimensões culturais, esportivas e turísticas da modalidade, mas ainda está em tramitação

O voo livre poderá ser reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural, Esportivo e Turístico de Natureza Imaterial de Andradas (MG). A proposta consta no Projeto de Lei Ordinária pelo Legislativo nº 18/2026, apresentado à Câmara Municipal no dia 2 de julho.

De autoria do vereador Regis Basso Andrade, o projeto busca valorizar a história, a tradição e a importância da modalidade para o turismo e o esporte no município. A proposta abrange práticas como o parapente e a asa-delta, que há anos fazem parte da paisagem e da identidade regional.

Apesar da apresentação do projeto e do avanço de sua análise dentro da Câmara, o reconhecimento ainda não está em vigor.

Projeto continua em tramitação

De acordo com o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo da Câmara de Andradas, a matéria foi protocolada sob o número 741/2026 e continua marcada como “em tramitação”.

O projeto também recebeu o Parecer de Comissão Permanente nº 104/2026, anexado em 15 de julho. A última movimentação registrada ocorreu no Departamento Legislativo, com o encaminhamento para as medidas cabíveis.

Até o momento, a página oficial não apresenta uma lei municipal vinculada à proposta. Isso significa que o texto ainda precisa concluir o processo legislativo para produzir efeitos legais.

O que o reconhecimento representa

A declaração como patrimônio imaterial não transforma uma área física ou um ponto geográfico em propriedade do município.

Na prática, o reconhecimento valoriza os conhecimentos, as práticas, os eventos, a memória e a tradição associados ao voo livre. Também pode servir como base para ações de preservação cultural, incentivo esportivo e promoção turística.

Portanto, o projeto não define limites territoriais e não altera a divisa entre Minas Gerais e São Paulo.

Águas da Prata já aprovou proposta semelhante

A movimentação em Andradas ocorre no mesmo período em que Águas da Prata (SP) também reconheceu a importância da modalidade. No município paulista, a Câmara aprovou, em 10 de agosto, o Projeto de Lei nº 67/2026, que declara o voo livre Patrimônio Cultural e Turístico de Natureza Imaterial.

A diferença está na situação legislativa: em Águas da Prata, o projeto já foi aprovado pelos vereadores; em Andradas, a matéria ainda consta oficialmente como em tramitação.

As duas iniciativas demonstram a ligação cultural e turística que os municípios mantêm com o voo livre, especialmente na região do Pico do Gavião. Entretanto, nenhuma delas determina a localização territorial do ponto turístico ou modifica as fronteiras municipais e estaduais.

Acompanhe a tramitação do Projeto de Lei nº 18/2026 na Câmara de Andradas e relembre a matéria sobre o reconhecimento do voo livre em Águas da Prata.

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