Projeto aprovado pela Câmara valoriza a atividade praticada no Pico do Gavião e reforça sua importância para o turismo, o esporte e a identidade do município.
O voo livre em Águas da Prata ganhou reconhecimento oficial após a aprovação, pela Câmara Municipal, do Projeto de Lei nº 67/2026, que declara a modalidade como Patrimônio Cultural e Turístico de Natureza Imaterial do município. A proposta está diretamente ligada à história construída em torno do Pico do Gavião, um dos pontos mais conhecidos da região para a prática da modalidade. (Câmara de Águas da Prata)
A votação ocorreu durante a 15ª Sessão Ordinária da Câmara, realizada na noite de segunda-feira, 10 de agosto de 2026. De autoria do vereador e presidente do Legislativo, Rafael Sebastião Dezena de Freitas, o projeto busca transformar em reconhecimento institucional uma atividade que há anos integra a paisagem, o turismo e a identidade esportiva de Águas da Prata. (Câmara de Águas da Prata)
Pico do Gavião está no centro dessa história
Quando se fala em voo livre na região, o Pico do Gavião naturalmente ocupa papel de destaque. O local recebe praticantes e visitantes atraídos pelas características naturais da região e pela possibilidade de prática de modalidades como parapente e asa-delta.
Antes da votação, representantes ligados ao voo livre participaram de uma reunião na Câmara Municipal para discutir a proposta. Estiveram no encontro Luiz César Dias, Pedro José Doria Neto, Luiz Capítulo e Fábio Luiz Burgues, além do presidente Rafael Dezena. (Câmara de Águas da Prata)
Na ocasião, a Câmara destacou que a proposta pretendia reconhecer oficialmente a importância da atividade para o turismo, o esporte e a identidade de Águas da Prata. O Pico do Gavião foi apresentado pelo Legislativo como um dos principais pontos de referência turística e esportiva do município. (Câmara de Águas da Prata)
Reconhecimento vai além do esporte
O título de patrimônio imaterial não se refere à transformação física do Pico do Gavião em uma área de patrimônio natural. O reconhecimento aprovado pela Câmara está relacionado especificamente à prática do voo livre e ao seu valor cultural e turístico.
Essa diferença é importante porque coloca no centro da medida não apenas o espaço onde os voos acontecem, mas também a tradição construída em torno da modalidade.
Dessa forma, atletas, praticantes, visitantes e pessoas que ajudaram a consolidar o voo livre na região passam a integrar uma história que recebe reconhecimento institucional do município.
Além disso, a medida reforça o posicionamento de Águas da Prata como destino ligado ao turismo de natureza e aventura.
Uma história que ultrapassa divisas
O Pico do Gavião está associado a uma região compartilhada entre São Paulo e Minas Gerais. A mobilização pelo reconhecimento da tradição do voo livre já havia avançado também em Andradas (MG), antes de chegar ao Legislativo de Águas da Prata. (Plataforma 12)
Isso amplia o significado da iniciativa. Em vez de representar apenas uma prática esportiva isolada, o voo livre ajuda a conectar turismo, paisagem natural e identidade regional.
Para quem acompanha os parapentes e asas-delta colorindo o céu da Serra da Mantiqueira, o reconhecimento oficializa algo que já fazia parte da paisagem há muito tempo: o Pico do Gavião se tornou referência para quem vive, pratica ou simplesmente admira o voo livre.
Onde consultar
A Câmara Municipal disponibiliza informações sobre o Projeto de Lei nº 67/2026 e sobre as atividades legislativas em seu portal oficial:

