Protagonismo global da indústria brasileira depende de reindustrialização

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
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Artigo destaca importância da indústria para o Brasil ampliar competitividade e assumir posição estratégica no cenário mundial

O debate sobre o protagonismo global da indústria brasileira ganha força neste Dia da Indústria, celebrado em 25 de maio. Em artigo publicado nesta semana, o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone, defendeu que o Brasil precisa acelerar seu processo de reindustrialização para evitar perder espaço na nova revolução tecnológica mundial.

Segundo o engenheiro e dirigente industrial, o país vive uma oportunidade histórica diante da chamada Quarta Revolução Industrial, marcada pelo avanço da inteligência artificial, internet das coisas, computação em nuvem, robótica avançada e integração digital nos sistemas produtivos. Além disso, ele ressalta que a indústria continua sendo estratégica para garantir crescimento econômico, inovação, geração de empregos e competitividade internacional.

O artigo relembra que o Dia da Indústria homenageia Roberto Simonsen e, em 2026, coincide simbolicamente com os 250 anos da instalação das primeiras máquinas a vapor desenvolvidas por James Watt na Inglaterra, marco da Primeira Revolução Industrial. A partir daquele momento, a humanidade passou por transformações econômicas e sociais em velocidade sem precedentes.

De acordo com Cervone, o Brasil perdeu oportunidades históricas durante revoluções industriais anteriores, principalmente por limitações impostas ainda no período colonial. No entanto, ele argumenta que o cenário atual é diferente, pois o país possui autonomia para definir políticas industriais e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento produtivo.

Ainda assim, o dirigente alerta que diversos obstáculos continuam comprometendo a competitividade nacional. Entre eles estão a burocracia excessiva, juros elevados, insegurança jurídica, dificuldades de acesso ao crédito, infraestrutura precária e logística ineficiente. Por isso, ele defende políticas de Estado permanentes capazes de oferecer previsibilidade e segurança para investimentos de longo prazo.

Outro ponto destacado no texto é a queda da participação da indústria no Produto Interno Bruto brasileiro nas últimas décadas. Conforme o artigo, o setor representava cerca de 25% do PIB e atualmente responde por aproximadamente 11%. Dessa forma, entidades industriais defendem iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB), programa federal voltado ao fortalecimento do setor produtivo.

Apesar dos desafios, Cervone afirma que o país reúne condições importantes para ampliar o protagonismo global da indústria brasileira. O Brasil conta com matriz energética limpa, agronegócio competitivo, riqueza mineral, mercado consumidor expressivo e capacidade empreendedora. Além disso, o avanço tecnológico pode abrir espaço para que o país se torne referência internacional em inovação industrial nas próximas décadas.

O artigo completo pode ser consultado no portal oficial da Fiesp. Já outras notícias sobre economia e desenvolvimento regional podem ser acompanhadas no Fala São João.

Fonte oficial: Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

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