Sabesp retira 2,7 toneladas de lixo do esgoto por mês em São João da Boa Vista

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Rafael Arcuri
Rafael Arcuri
Rafael é o fundador e responsável pelo Jornal Fala São João, presente desde sua criação em 2012. Com uma atuação destacada no jornalismo, Rafael já publicou mais de 6.000 artigos, cobrindo uma ampla gama de assuntos, como notícias de última hora, ocorrências policiais e análises políticas, sempre comprometido em informar e conectar a comunidade de São João da Boa Vista e região.

Fraldas, absorventes, óleo de cozinha, preservativos, plásticos e outros materiais descartados de forma incorreta provocam entupimentos, aumentam a manutenção da rede e podem fazer o esgoto retornar para dentro dos imóveis

Todos os meses, aproximadamente 2,7 toneladas de resíduos que não deveriam estar na rede de esgoto são retiradas do sistema em São João da Boa Vista. O número chama atenção para um problema que começa dentro das casas: o descarte inadequado de lixo em vasos sanitários, pias e ralos.

Somados os municípios de São João da Boa Vista, Mococa e Serra Negra, o volume chega a aproximadamente 6 toneladas de lixo retiradas mensalmente das redes de esgoto, estações elevatórias e estações de tratamento.

Em um ano, são cerca de 70 toneladas de materiais que acabam chegando a estruturas destinadas ao transporte e tratamento de esgoto doméstico — peso comparável ao de aproximadamente seis ônibus urbanos.

São João lidera volume entre os três municípios

Entre as três cidades, São João da Boa Vista apresenta o maior volume informado.

A média mensal é de:

  • São João da Boa Vista: 2,7 toneladas
  • Serra Negra: 2 toneladas
  • Mococa: 1,3 tonelada

O levantamento mostra que uma quantidade considerável de materiais sólidos continua sendo descartada de maneira inadequada pela população.

Entre os objetos encontrados durante os serviços de limpeza e manutenção estão pedaços de fraldas descartáveis, absorventes, fio dental, cotonetes, preservativos, panos, plásticos e embalagens.

Também aparece um velho conhecido das equipes responsáveis pelo saneamento: o óleo de cozinha usado.

O problema começa dentro de casa

Jogar pequenos objetos no vaso sanitário ou despejar óleo pela pia pode parecer uma atitude sem grandes consequências. O problema é que os resíduos percorrem quilômetros de tubulações até chegarem às estações de tratamento — e muitos deles não foram feitos para passar por esse sistema.

Materiais sólidos podem ficar presos nas tubulações e começar a acumular outros resíduos.

Com o tempo, a passagem do esgoto diminui até ocorrer uma obstrução.

A própria Sabesp orienta que lixo, óleo de cozinha, absorventes, preservativos e outros resíduos não sejam descartados em vasos sanitários, pias ou ralos justamente porque podem provocar obstruções e problemas na rede de esgotamento.

Óleo de cozinha pode virar uma barreira dentro da tubulação

O óleo merece atenção especial.

Quando despejado ainda quente na pia, ele segue inicialmente pela tubulação em estado líquido. Conforme esfria, porém, pode aderir às paredes internas dos tubos e funcionar como um aglutinador de outros resíduos.

Gradualmente, placas de gordura se acumulam e reduzem o espaço disponível para a passagem do esgoto.

A Sabesp alerta que esse tipo de descarte pode contribuir para entupimentos e até para o refluxo de esgoto nos imóveis. A recomendação é armazenar o óleo usado e encaminhá-lo para locais de coleta e reciclagem.

Entupimento pode terminar com rua quebrada

Nem sempre o problema pode ser solucionado apenas com equipamentos utilizados para desobstrução, como sistemas de hidrojateamento e sucção.

Quando a obstrução é mais grave ou compromete a tubulação, equipes podem precisar abrir o pavimento para acessar a rede e substituir trechos danificados.

Isso aumenta a complexidade e o custo da manutenção e ainda pode provocar interdições temporárias, impacto no trânsito e transtornos para moradores e comerciantes.

Ou seja: um objeto descartado incorretamente dentro de uma residência pode acabar provocando uma intervenção de grandes proporções do lado de fora.

Esgoto pode voltar para dentro dos imóveis

Uma das consequências mais desagradáveis ocorre quando a rede perde capacidade de escoamento.

Se o fluxo for bloqueado, o esgoto pode deixar de seguir normalmente até a estação de tratamento, provocando extravasamentos pelas ruas ou até retorno pelas instalações dos próprios imóveis.

Por isso, a orientação é simples: vaso sanitário, pia e ralo não são lixeiras.

Na cozinha, restos de alimentos e óleo devem receber destinação adequada. No banheiro, itens como absorventes, fraldas, cotonetes, fio dental, preservativos e embalagens devem ser descartados no lixo.

A mudança de pequenos hábitos dentro de casa ajuda a preservar a rede de esgoto, reduzir a necessidade de manutenções e evitar transtornos que podem afetar toda a vizinhança.

Leia também

Reunião no Pedregulho discute ampliação da rede de esgoto em São João da Boa Vista:
https://falasaojoao.com.br/reuniao-no-pedregulho-discute-melhorias-para-o-bairro-em-sao-joao-da-boa-vista

Fonte oficial recomendada

Sabesp — orientações sobre descarte correto de resíduos na rede de esgoto:
https://www.sabesp.com.br/

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